Na próxima quinta-feira, dia 30 de abril, a presidente do HL7 Brasil, Jussara Macedo Pinho Rötzsch, falará sobre a evolução e adoção do FHIR no Brasil em uma apresentação online a convite do Columbia FHIR Lab, da Universidade de Columbia, nos EUA.
A apresentação descreve como a combinação de FHIR, guias de implementação, SMART Guidelines e serviços de terminologia contribui para a construção de um ecossistema de saúde digital robusto, interoperável e escalável no Brasil. Aborda a evolução e adoção do HL7 FHIR no país como um padrão fundamental para a Infraestrutura Pública Digital (DPI) em Saúde. Examina como a interoperabilidade está sendo operacionalizada por meio de esforços nacionais de coordenação liderados pelo HL7 Brasil, incluindo a adaptação de padrões globais, a governança de estruturas de implementação e o alinhamento com estratégias nacionais de saúde digital para apoiar a troca de dados escalável, segura e semanticamente consistente.
Temas da apresentação
Um foco central é o papel dos Guias de Implementação do FHIR (IGs) na tradução do padrão em especificações práticas adaptadas às necessidades brasileiras. Isso inclui o alinhamento com o BR-Core e o uso de perfis restritos, extensões e fluxos de trabalho. O International Patient Summary (IPS) é apresentado como um caso de uso chave, permitindo a troca padronizada de dados clínicos entre organizações e apoiando a continuidade do cuidado tanto em nível nacional quanto internacional.
A apresentação também aborda o alinhamento do Brasil com as SMART Guidelines da OMS, enfatizando a transformação de recomendações clínicas e de saúde pública baseadas em evidências em artefatos digitais computáveis e interoperáveis usando FHIR. Entre os domínios destacados estão o câncer do colo do útero, além de áreas emergentes como transtorno do jogo e violência contra a mulher, onde diretrizes são implementadas por meio de captura estruturada de dados, questionários e componentes de suporte à decisão.
Outro componente central é a integração com o serviço nacional de terminologia, que permite a ligação entre a interoperabilidade estrutural (recursos e perfis FHIR) e a interoperabilidade semântica. Isso envolve o uso de terminologias padronizadas, conjuntos de valores e mapeamentos de conceitos para garantir significado clínico consistente entre sistemas, apoiando capacidades avançadas como suporte à decisão, análises e uso secundário de dados de saúde.
Quem é a dra. Jussara
Jussara Macedo Pinho Rotzsch é uma psiquiatra experiente e líder em saúde digital, especializada em interoperabilidade e transformação da saúde. Atua como presidente do HL7 Brasil, liderando iniciativas para ampliar a adoção de padrões internacionais como o FHIR e melhorar a integração de dados de saúde em todo o país.
Com experiência que abrange tecnologia, inovação e políticas públicas, ela trabalha na interseção entre saúde e dados, impulsionando iniciativas de alto impacto e promovendo a colaboração entre governo, academia e setor privado.
Participe da reunião no Zoom:
https://columbiacuimc.zoom.us/j/92189279966?pwd=c1FQWFg0b1V1d3FPZmFYNitoaDIvdz09